1 de junho, 2011

Até meados do século 19, todos os materiais disponíveis para a criação de utensílios ou artefatos provinham de fontes naturais. Eram principalmente madeira, pedra, argila e metais. O que a natureza não fornecia pronto para o uso era obtido a partir de transformações físicas simples, como no caso do vidro e das ligas metálicas (o bronze e o aço, por exemplo).

As fibras usadas nos tecidos provinham apenas das plantas e dos animais que forneciam algodão, linho, lã ou seda. Também não havia substituto para o couro e os ossos dos animais de corte nas aplicações em que eram matérias primas típicas (por exemplo, respectivamente, calçados e botões).

Estes materiais tinham muitas vantagens, a resistência e ductilidade dos metais, a versatilidade da madeira, a maciez da seda, mas também apresentavam problemas incorrigíveis: metais são pesados, madeira é indúctil e seda é cara.

Isto não foi um grande problema nas épocas em que toda a produção de artefatos era artesanal, em quantidades limitadas. A Revolução industrial mudou drasticamente este cenário.

Só no século 20 as pesquisas pioneiras iniciadas no século anterior passaram a suprir a indústria com uma variedade de materiais sintéticos que receberam o nome de polímeros e ficaram universalmente conhecidos como plásticos. O nome polímero vem do grego, poli = muitas, mero = partes. Polímero, portanto, é a união de muitas partes. A parte fundamental constitutiva de um polímero é chamada de monômero, também do grego, mono = um.

Um grande marco na história da indústria de plásticos foi a descoberta do processo de vulcanização da borracha em 1839 (a partir do látex, um polímero natural, que já era largamente empregado) pela Goodyear. O próximo grande passo foi a nitração da celulose, resultando na nitrocelulose, produto comercializado primeiramente por Hyatt, em 1870. De seu produto foi obtido o celulóide, alavancando a indústria cinematográfica. Em 1865 foi descoberto o processo de acetilação da celulose, resultando em produtos comerciais de grande uso no início deste século, como fibras de rayon, celofane, entre outros. Entretanto, o primeiro polímero puramente sintético somente surgiu em 1907; resinas de fenol-formaldeído foram produzidas por Baekeland – entre elas, o primeiro polímero sintético de uso comercial: o “Bakelite”. Desde então, a indústria e o uso de polímeros não para de crescer.

Hoje, mesmo roupas e demais vestimentas são feitas com fibras poliméricas sintéticas. Roupas especiais, como o uniforme de astronautas, vestes dos corredores de fórmula 1, e roupas de mergulho submarino também são produzidas com polímeros especiais, que possuem as propriedades desejadas, em cada caso.

Você sabe o que é um Polímero?
Os polímeros são compostos químicos de elevada massa molecular, resultantes de reações químicas de polimerização.

Tratam-se de macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores (os monómeros). O número de unidades estruturais repetidas numa macromolécula é chamado grau de polimerização. Em geral, os polímeros contêm os mesmos elementos nas mesmas proporções relativas que seus monômeros, mas em maior quantidade absoluta.

Uma das principais e mais importantes características dos polímeros são as mecânicas. Segundo ela os polímeros podem ser divididos em termoplásticos, termoendurecíveis (termofixos) e elastômeros (borrachas).

Termoplásticos

Termoplástico é um dos tipos de plásticos mais encontrados no mercado. Pode ser fundido diversas vezes, alguns podem até dissolver-se em vários solventes. Logo, sua reciclagem é possível, característica bastante desejável atualmente.

Termorrígidos (Termofixos)
São rígidos e frágeis, sendo muito estáveis a variações de temperatura. Uma vez prontos, não mais se fundem. O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão, tornando sua reciclagem complicada.

Elastômeros (Borrachas)

Classe intermediária entre os termoplásticos e os termorrígidos: não são fusíveis, mas apresentam alta elasticidade, não sendo rígidos como os termofixos. Reciclagem complicada pela incapacidade de fusão.

Diferentes Tipos de Plásticos
A palavra “plástico” é um termo geral que significa “capaz de ser moldado”. O componente básico dos materiais plásticos é uma resina, material que, sob condições definidas, pode amolecer, escoar e ser moldado. A resina é elaborada por processos de síntese química. No quadro seguinte são descritas as características e aplicações básicas das resinas que são mais comuns de se encontrar nos resíduos urbanos.

PC – Policarbonato, PU – Poliuretano, PVC – Policloreto de vinila ou cloreto de polivinila, PS – Poliestireno, PP – Polipropileno, Polietileno Tereftalato (PET), Plexiglas – é conhecido como vidro plástico.

Propriedades Físicas e Mecânicas

Plástico Aspecto Visual Temperatura de Fusão (ºC) Outras propriedades Aplicações principais Comportamento à inflamabilidade
PEAD incolor e opaco 130 – 135 alta rigidez e resistência tampas, vasilhames e frascos em geral queima lenta, chama amarela e com odor de vela
PEBD incolor, translúcido ou opaco 109 – 125 alta flexibilidade e boa resistência mecânica utensílios domésticos, sacos e frascos flexíveis queima lenta, chama amarela e com odor de vela
PP incolor e opaco 160 – 170 boa resistência a choques e alta resistência química pára-choques de carros, garrafas e pacotes queima lenta, chama amarela e com odor de vela
PS incolor e transparente 235 grande rigidez, baixa resistência a choques e riscos, transparência utensílios domésticos rígidos, brinquedos, indústria e electrónica queima rápida, chama amarela/laranja e com odor a estireno
PVC incolor e transparente 273 flexibilidade com adição de modificadores e alta resistência à chama tubos rígidos água/esgotos, tubos flexíveis e cortinas queima difícil com carbonização e chama amarelada com toques verdes
PET incolor, transparente ou opaco 250 – 270 alta resistência mecânica e química, transparência e brilho fibras têxteis, frascos de refrigerante e mantas de impermeabilização queima razoavelmente rápida e com chama amarela fuliginosa




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  • Yara Mendes (286)
  • 2 Comentários para “ Plástico; Tipos e Conceitos ”

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