Cantada por muitos como cor da paixão, o carmim caracteriza a sensualidade feminina, marcada nas unhas, vestidos e acessórios de cor vermelha utilizados para avivar a beleza da mulher.
A cor, vermelha intensa, é uma susbstância corante extraída da cochonilha-do-carmim (Dactylopius coccus, parente do pulgão). Por extensão, carmim é também considerada uma cor muito próxima ao magenta.
O corante de cor vermelho-escura é utilizado em larga escala pela indústria cosmética e alimentícia, emprestando sua cor a biscoitos, geléias, sobremesas, sendo também utilizado em medicamentos e roupas.
História da cor Carmim

1774 - O maquiador particular de Maria Antonieta cria nove tonalidades de ruge exclusivas para a rainha. A cochonilha (um corante de cor carmim), retirada de um inseto de mesmo nome, se tornou a base principal para o ruge.
Os Espanhóis, com a conquista de terras no Novo Mundo no século XVI, introduziram novos pigmentos e cores para os povos de ambos os lados do Atlântico. Carmim, um corante e pigmento derivado de um inseto parasita encontrado na América Central e América do Sul , alcançou status de grande valor na Europa.
Produzido a partir de insetos Cochonilha, secos e triturados, o carmim poderia ser utilizado na tintura de tecidos, pintura corporal, ou em forma sólida, para quase todos os tipos de tintas e cosméticos .
O corante cochonilha, no entanto, é conhecido e utilizado desde as civilizações asteca e maia. Os nativos do Peru já conheciam como produzir o carmim a partir da Cochonilha, como corante para tecidos, pelo menos desde 700 d.C, mas os europeus nunca tinham visto a cor antes.
Durante o período colonial mexicano, a produção do corante cochonilha (conhecido por grana fina) cresceu rapidamente.
Quando os espanhóis invadiram o Império Asteca, o que é hoje o México, eles foram rápidos em explorar a cor para novas oportunidades comerciais. O carmin, a partir de então, se tornou a segunda mais valiosa mercadoria da região, próxima à exportação de prata.
O corante era consumido em larga escala na Europa e seu valor era tão alto no mercado industrial que seu preço chegou a ser negociado na Bolsa de Mercadorias de Londres e Amsterdam.
Após a Guerra da Independência do México, entre 1810–1821, o monopólio da produção de cochonilha chegou ao fim. Produçõesem larga escala começaram a ser feitas na Guatemala e nas Ilhas Canárias. A demanda por cochonilha diminuiu ainda mais quando surgiu no mercado a alizarina, derivada das raízes da garança (Rubia tinctorum), em 1869 e durante o resto do século XIX com os corantes sintéticos. Isto representou um grande choque para a Espanha, já que que diversas fábricas produtoras de corante cochonilha faliram por não conseguirem competir com seu processo praticamente artesanal de cultivo do inseto em face da escala industrial dos corantes sintéticos com seus preços em queda devido ao aumento na produção.
Devido à forte concorrência dos produtos industrializados, a produção deste corante praticamente parou durante o século XX e foi mantida apenas com o propósito de manter a tradição indígena mexicana.
Apenas nos últimos anos a cochonilha voltou a ser comercialmente viável, ainda que muitos consumidores não saibam que a expressão “corante natural” se refere à tinta derivada de um inseto, ou pelo menos ao vermelho-escuro deste.
Uma das razões que trouxeram o corante cochonilha de volta ao mercado é o fato de que ele não é tóxico ou cancerígeno como muitos outros corantes vermelhos artificiais. No entanto, há evidências de que uma pequena porcentagem de pessoas, quando exposta à cochonilha, possa ter uma reação de choque anafilático.
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