13 de dezembro, 2010

Olá, queridos leitores!

No artigo de hoje falaremos um pouco mais sobre um assunto entendido e explicado por poucos: O verdadeiro significado das cores.

Cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fotons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.

Objeto refletindo a cor azul.

 A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à frequência daquela cor. Assim, um objeto é azul se absorve preferencialmente as frequências fora do azul.

A cor é relacionada com os diferentes comprimentos de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.

Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma. Na natureza, esta decomposição origina um arco-íris.

Curiosidades

 - A mais antiga teoria sobre cores que se tem notícia é de autoria do filósofo grego Aristóteles, o qual concluiu que as cores eram uma propriedade dos objetos. Assim como peso, material, textura, eles tinham cores. E, pautado pela mágica dos números, disse que eram em número de seis; o vermelho, o verde, azul, amarelo, branco e preto.

- O estudo de cores sempre foi influenciado por aspectos psicológicos e culturais. O poeta medieval Plínio certa vez teorizou que as três cores básicas seriam o vermelho vivo, o ametista e uma outra que chamou de conchífera. O amarelo foi excluído desta lista por estar associado a mulheres, pois era usado no véu nupcial.

13 de julho, 2010

 

O que é?
  ISO é a sigla da Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization), com sede em Genebra, Suiça e que cuida da normalização/normatização em nivel mundial. A ISO cria normas nos mais diferentes segmentos, variando de normas e especificações de produtos, matérias-primas, em todas as áreas (existem normas, por exemplo , para classificação de hotéis, café, usinas nucleares, etc). A ISO ficou popularizada pela série 9000, ou seja, as normas que tratam de Sistemas para Gestão e Garantia da Qualidade nas empresas.

Para que serve a certificação?
  Em sua essência, a ISO 9000 é uma norma que visa estabelecer critérios para um adequado gerenciamento do negócio tendo como foco principal a satisfação do cliente e consumidor, através de uma série de ações, dentre as quais podemos destacar:

a) A empresa precisa estar totalmente comprometida com a qualidade (considerando qualidade = satisfação do cliente), desde os niveis mais elevados, até os operadores;
b) Adequado gerenciamento dos recursos humanos e materiais necessários para as operações do negócio
c) Existência de procedimentos, instruções e registros de trabalho formalizando todas as atividades que afetam a qualidade;
d) Monitoramento dos processos através de indicadores e tomada de ações quando os objetivos pré-estabelecidos não são alcançados
Como comentamos acima, além dos aspectos exigência do cliente, diferencial de marketing, a ISO 9000 é uma excelente ferramenta gerencial.

Quem decide se a empresa pode ter certificação?
  Depois que uma empresa, seja lá porque motivo foi, decidiu implantar a ISO, ao final deste processo precisa contratar uma companhia certificadora que realizará uma auditoria a fim de verificar se a empresa atende aos requisitos da norma . Esta companhia certificadora é uma entidade independente e autorizada para realizar as auditorias – Essas autorizações, normalmente são dadas por organismos ligados ao governo, no nosso caso, o INMETRO (Institudo Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial).

Cada país tem o seu orgão semelhante ao nosso”INMETRO” que autoriza as companhias certificadoras a realizar as auditorias. Olhando o certificado de uma empresa, pode-se observar que nele vem estampado um selo do orgão que autorizou. Estes são chamados orgãos de acreditação.

Todas as empresas precisam ter?
  Ter um certificado ISO 9000 significa que uma empresa tem um Sistema gerencial voltado para a qualidade e que atende aos requisitos de uma norma internacional. Não há obrigatoriedade para se ter a ISO 9000. As normas foram criadas para que as empresas as adotem de forma voluntária. O que acontece é que muitas empresas, passaram a exigir de seus fornecedores a implantação da ISO, como forma de reduzir seus custos de inspeção (teoricamente se o seu fornecedor tem um bom sistema que controla a qualidade, você não precisa ficar inspecionando os produtos que voce adquire dele). Este fato, no inicio aconteceu, principalmente com as estatais (Petrobras, Eletrobras, Telebras, etc, e acabou se extendendo às grande empresas.

  Hoje, qualquer empresa que fornece a uma outra grande empresa, é solicitada a ter a ISO 9000. Outros segmentos de mercado, que não fornecem diretamente às empresas também adotam a ISO como forma de marketing, ou seja, ter um sistema com reconhecimento por uma entidade independente é um grande elemento de marketing. Outras implantam a ISO porque enxergam uma grande possibilidade de reduzir seus custos internos.

7 de junho, 2010

Há algum tempo o cimento e o concreto colorido vem ganhando destaque na arquitetura.  Alternativa estética eficiente e resistente para decorar, já ganha espaço nos projetos de muitos decoradores.

Existem características específicas que os pigmentos para cimento precisam possuir. Normalmente são produzidos a partir dos óxidos de ferro, pois estes possuem ligações metálicas fortes e são extremamente resistentes à luz.

A Tríplice Cor também possui em sua linha de dispersão pigmentária Resth Disper cores que podem ser utilizadas no tingimento de blocos, telhas, pisos, fachadas pré-fabricadas, argamassas e rejuntes, em muitos produtos que tenham sua base em cimento ou em peças de concreto.

As cores disponíveis geralmente são os vermelhos, amarelos e ocres, as indicadas pela Tríplice Cor para a coloração de cimento são o Amarelo Resthdisper Oxido PY 42, Amarelo Resthdisper Oxido Transparente PY 42, Vermelho Resthdisper Oxido PR 101, Vermelho Resthdisper Oxido Transparente PR 101 por possuírem as propriedades de resistência acima citadas.

O fornecimento dessas cores em dispersão pigmentária permite maior rapidez no processo de tingimento e fabricação dos produtos finais. Assim é possível ter um produto diferenciado, inovador, bonito e de qualidade.

Entre em contato conosco para conhecer mais sobre nossas cores indicadas para essa aplicação e tire suas dúvidas.

18 de maio, 2010

Dedicação que gera resultados

É cada vez maior a demanda brasileira por pigmentos, e o ritmo que vem se desenvolvendo no mercado em ascendência acompanha o aumento de poder de consumo em vários setores do Brasil.

Os pigmentos metálicos e perolizados usados no segmento industrial, plástico, eletro-eletrônicos, e a divulgação da associação dos efeitos desse tipo de pigmento, ligadas à ampliação de valor, luxo e qualidade, colaborou com o crescimento.

Nesse momento de mercado em ascensão, as potências começam a ganhar visibilidade, e os produtores de qualidade passam a se destacar.

A Tríplice Cor acompanhando as ondas de crescimento no mercado, garantida pela sua qualidade, vem alcançando excelentes resultados e tem ganhado evidência no mercado. Uma pesquisa realizada recentemente pela revista especializada Paint & pintura confirma o êxito conquistado pela dedicação que a Tríplice Cor empenha.

Comparada aos anos anteriores a pesquisa documenta a grande evolução conquistada pela Tríplice Cor.

A qualidade da Tríplice Cor permite que ela continue crescendo acompanhando o crescimento de mercado e colocando-se cada vez mais em evidência e como referência no setor.

13 de maio, 2010

Notícias de pigmentos e corantes pelo mundo

É muito comum vermos em filmes ou seriados europeus e norte-americanos, o latino americano e o brasileiro retratados como povos alegres e muito coloridos, sempre com casas muito bem enfeitadas e roupas vibrantes. Isso não é novidade, e vem sendo assim já há muito tempo. Agora as cores retratadas nos filmes passaram de verdade a fazer parte do cotidiano.

O momento é de colorir, e a tendência se confirma não só pelas vitrines de lojas multicoloridas mesmo no inverno. As evidências dessa onda de cor se estendem aos acessórios, mobiliários, interiores e fachadas das casas e prédio comerciais.

Acompanhando esse momento, está sendo desenvolvido um projeto de restauração de centros históricos. O projeto já colocado em prática coloriu os antigos casarões do bexiga, os prédios do pelourinho e toda a fachada da fundição progresso no Rio de Janeiro, tudo isso com a contribuição dos moradores locais que fazem o trabalho de pintura dos prédios. A próxima etapa do projeto pretende passar por comunidades no Rio de janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, levando cor e alegria para seus habitantes.

A redução do IPI, o aumento nos prazos de financiamento e a queda nos juros para materiais de construção colaboraram para que o aumento nas vendas de tintas chegasse a 23%, o segundo maior crescimento no segmento, ficando atrás apenas do cimento. E a expectativa continua positiva para todo o ano de 2010 visando os números positivos da construção civil. Leia reportagem completa aqui.

Dessa forma percebemos que por algum tempo o mercado ficará aquecido e a procura por corantes, pigmentos e dispersões, principalmente para tintas continuará em alta.

10 de maio, 2010

Já vimos em muitos outros posts que as cores, corantes, pigmentos e dispersões possuem papel de grande importância na dinâmica de nossas vidas. Portanto são temas de diversas pesquisas e notícias. Vamos fazer aqui um resumo das descobertas recentes nessa área.

Foi descoberto em Barcelona um pigmento raro e antigo chamado de azul egípcio ou azul de Pompeia. Durante os trabalhos de restauração em um altar da igreja de Sant Pere de Terrassa, os pesquisadores da Universidade de Barcelona descobriram restos do pigmento azul, considerado o primeiro pigmento sintético do mundo. Esse pigmento azul foi muito utilizado até o fim do Império Romano. Com aparência semelhante a do lápis-lazúli o azul egípcio era comumente usado para decorar objetos e murais. Geólogos afirmam que o mural pode estar ali há muitos séculos. O artigo da descoberta foi publicado no jornal Archaeometry. Leia a matéria na integra.

Ainda na área das descobertas, Segundo o artigo publicado no Journal of the American Chemical Society, pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um novo pigmento azul proveniente do óxido de manganês. Se comprovada a utilização do pigmento, seria possível produzir pigmentos menos agressivos ao planeta e de baixo custo de fabricação. Veja aqui detalhes da reportagem.

Outra aposta dos pesquisadores para o mercado de tintas são as chamadas tintas do futuro e os estudos relacionados à psicologia das cores. Já estão sendo desenvolvidas tintas que recriam o aspecto dos quadros negros, tintas imantadas, anti-ferrugem e até tinta anti-insetos. Na área da psicologia das cores os estudos voltados principalmente para os bebês, tentam criar ambientes propícios para seu desenvolvimento, demonstrando que as cores vivas como o vermelho e azul os estimula, cores intermédias como o rosa e o amarelo acalmam, e as cores suaves como azul céu e amarelo pastel causam o efeito de bem-estar. Leia mais.

Além da beleza, as cores ainda podem servir como forma de expressão e protesto pacífico. Foi o que aconteceu na Alemanha, um cruzamento de um dos principais pólos culturais de Berlim se tornou uma obra de arte coletiva. Litros de tintas laváveis foram despejados na frente dos carros que obrigatoriamente distribuíram com seus pneus o líquido formando um painel a céu aberto. O art attack ainda contava com folhetos divulgando as propriedades laváveis, biodegradáveis e orgânicas das tintas.Confira mais imagens.

Logo mais traremos mais notícias, novidades e curiosidades do mercado de tintas, corantes e pigmentos correntes no mundo.

6 de maio, 2010

Para plásticos coloridos

Em muitos dos posts e dos assuntos relacionados ao blog e ao mercado de tintas nos deparamos com a palavra masterbatch.

O Masterbatch é um composto concentrado formado por plástico, pigmentos, corantes e aditivos, muito utilizado na indústria de transformações plásticas que trabalham com extrusão, sopro, laminação de materiais plásticos e na indústria de resinas para acrescentar cor e equilibrar as concentrações. Não se trata do pigmento, mas o pigmento é um dos elementos que compõe o masterbatch.

O masterbatch é produzido em uma resina veículo junto com os demais componentes para depois serem dispersos nos equipamentos apropriados.

Pela alta compatibilidade com as mais variadas resinas seu uso é muito comum, para que o resultado seja excelente é importante que a resina veículo de fabricação do masterbatch seja compatível com a do produto final.

É importante que o pigmento usado na produção do masterbatch seja de qualidade e resista aos processos enfrentados em sua formação.

A Linha Resth Plast da Tríplice Cor é específica para plásticos, e indicada para essa aplicação, pois, os pigmentos da linha que são orgânicos e inorgânicos, isentos de metais pesados, e possuem elevada solidez à temperatura, apresentam baixa dureza de grãos, característica facilitadora nos processos de extrusão e injeção de plásticos. Possuem boa dispersibilidade que evita que partículas de pigmentos fiquem visíveis no produto e garantem estabilidade, além de possuir uma grande variedade de cores.

Conheça em nosso site, na tabela de cores, as opções disponíveis.

3 de maio, 2010

O que é e para que serve

Quantas vezes ao sairmos para comprar uma tinta, por exemplo, com o pensamento: “vou comprar uma tinta azul”, e nos deparamos com uma infinidade de opções de azul, com nomes diversos, como azul encanto e azul radiante, assim a tarefa simples de escolher uma tinta nos gera uma grande dúvida.

Os primeiros pigmentos utilizados até o século XIX traziam em sua nomenclatura o nome da cor associado ao elemento que lhe deu origem, ou ao lugar de onde veio como o azul cobalto ou amarelo de Nápoles.

Com o surgimento da química orgânica, e a sintetização dos elementos que deram origem às variações de pigmentos e as descobertas de diversas novas cores, tornou-se mais difícil nomear as tintas, pois já não existia mais criatividade para pensar em tantos nomes mercadologicamente atrativos, e batizar as tintas com seus componentes químicos também não soaria da melhor forma.

O Color Index surgiu com a missão de uniformizar o nome dos pigmentos para tornar mais simples sua identificação. Foi desenvolvido pela Associação Americana de Tintureiros e pela Associação Americana de Químicos e Coloristas Têxteis e funciona como um banco de dados referencial para os fabricantes de produtos coloridos.

Pelo Color Index as substâncias colorantes, sejam elas corantes ou pigmentos, são listadas de acordo com o Índice de Nomes Genéricos e um Índice de Números de Constituição e indicados pela abreviação C.I ou CI. Por exemplo, CI PG7 indica um pigmento verde, o G vem de green que é verde em inglês, idioma original do Color Index.

A listagem foi impressa pela primeira vez em 1925 e atualmente é publicada na internet.

Esse sistema facilita também para os consumidores que poderão procurar pelo CI na embalagem dos produtos e encontrar a cor desejada.

Os corantes e pigmentos da Tríplice Cor estão disponíveis em uma gama variada de cores, mas é possível fazer uma consulta às tabelas de cores com as nomenclaturas e a numeração do Color Index de todas as linhas em nosso site. Visite www.triplicecor.com.br

25 de março, 2010

Cor é o que vemos quando um feixe de partículas sensíveis a luz chamados fótons agem sobre células especificas na retina, que transmitem informações ao nervo ótico e impressões para o sistema nervoso. O olho humano é capaz de perceber a cor através dos cones que reconhecem especificamente cada grupo de coloração. 

A percepção da cor é muito importante para a compreensão de um ambiente, as cores são muito familiares no cotidiano, não notamos, por exemplo, diferenças na cor dos objetos quando se dá uma mudança na iluminação. Para o nosso sistema visual, as cores da pele e dos rostos das pessoas e as cores dos frutos permanecem fundamentalmente invariáveis.

A teoria mais antiga que temos sobre as cores é de autoria do filosofo grego Aristóteles que concluiu que as cores eram propriedades dos objetos assim como seu peso e formato. Na idade média Leonardo da Vinci se opôs a Aristóteles afirmando que a cor não era propriedade dos objetos e sim da luz e que o branco e o preto não são cores, mas extremos de presença e ausência de luz.

Além de serem obtidas através da luz as cores também podem ser produzidas com os pigmentos, como quando passamos em determinada superfície sem pigmentação as cores primárias, que nas artes plásticas são o azul, amarelo é vermelho. As cores primárias tem esse nome por não poderem ser decompostas em outras cores e quando misturadas entre si produzem o que se conhece como cores secundárias que por sua vez misturadas gerarão toda a gama de outras cores.

As cores caracterizam tudo o que nos cerca, e tem forte influência no nosso poder de decisão sobre roupas, na produção de obras de arte e até mesmo no consumo de alimentos, como quando escolhemos a maçã mais vermelha para nos alimentarmos.

O ser humano possui uma capacidade e até mesmo a necessidade de nomear todos os elementos que permeiam suas vidas e com as cores não foi diferente. Vejamos algumas possíveis origens para o nome delas:

Branco: de origem anglo-saxônica, Blank ou Blanck, tem ligação com a neve do pico das montanhas. A palavra blank significava originalmente algo polido, reluzente como no sentido aplicado à armas-brancas.

Preto: Uma primeira possibilidade indica uma origem latina que seria o negro provindo de nigrum. Ou ainda do latim appectoráre, que queria dizer “comprimir contra o peito”, que, com o tempo, virou apretar. E, por uma analogia muito criativa, deu no preto, querendo dizer algo denso, espesso, “apertado”.

Amarelo: do árabe Amirahah, homem amarelo numa alusão aos orientais. Existe a história de que na Antiguidade, pensava-se que a icterícia, uma doença que deixa as crianças amareladas, vinha da bílis, secreção produzida pelo fígado que era chamada “humor amargo”. No latim, amargo era amargus, que no diminutivo virava amarellus, que acabou virando amarelo.

Laranja: possivelmente foi originando quando os árabes por ocasião de uma viagem à Europa levaram na bagagem a fruta laranja chamada de narandja em árabe. Assim a cor foi batizada com o nome da fruta de igual tonalidade.

Marrom: em francês marron significa castanha, e foi da cor desse fruto que se originou o nome da cor.

Outros frutos também originaram nomes de cor como o grená que vem do francês grenat, antigo nome para a romã e o lilás que é o nome de uma planta.

Cinza: O cinza nasceu daquela massa de pó misturado com brasas que sobra no fim das fogueiras. Por associação, a palavra latina cinisia, que queria dizer cinzas, transformou-se também no nome do tom preto-claro.

Azul: do árabe antigo Azulaih, cor do céu ou ainda uma pedra preciosa chamada lápis-lazúli da qual se obtinha a coloração, o termo veio do árabe lázúrd, nome da rocha.

Vermelho: Antigamente, o único jeito de fazer tinta vermelha era usar um inseto – hoje chamado de cochonilha – que, esmagado, virava um vermelhão. O nome dessa cor vem do latim vermiculum, vermezinho.

Verde: O verbo latino vivere significava estar verde, verdejar. Dele é que nasceu a associação do verde com algo que está nascendo, que ainda vai florir amadurecer.

Os nomes das cores também podem se referir a nomes de tecidos ou de outros produtos, ou então do local onde eles eram produzidos. Por exemplo, bordô vem do nome da cidade de Bordeaux, onde se produziam vinhos supostamente com essa cor. A palavra vinho também pode ser usada como o nome de uma cor.

A Tríplice Cor oferece diversas linhas de corantes e pigmentos que possibilitam uma incrível variedade de cores com diversas nuances para diferentes mercados de aplicações. Conheça algumas delas em: www.triplicecor.com.br

2 de fevereiro, 2010

 A dependência cerebral da cor

Já tratamos da “independência da cor” dentro do aspecto histórico, de como ela passou a ser, por si só, um elemento de expressão artística, desvinculada do desenho e da pintura clássica.

Citamos inclusive Goethe e seu Esboço de uma teoria das cores (Zur Farbenlehre – 1810). Para o grande poeta, o estudo da cor devia ser compreendido na sua totalidade. Ele mesmo esperava que sua contribuição viesse ampliar seu conhecimento por outros estudiosos e pesquisadores, como de fato aconteceu e continua acontecendo. Certamente, a doutrina de Goethe deu respaldo às primeiras manifestações de independência da cor, surgida inicialmente com o impressionismo, onde o arranjo cromático criava a ilusão de atmosfera e espaço, baseado no efeito de complementaridade, descrito por Goethe e depois por Chevreul. Os impressionistas conheciam esses efeitos. Depois veio o pós-impressionismo que indiretamente tem a ver com a retícula das artes gráficas e a pixelização digital da imagem nos meios de comunicação eletrônicos de hoje.

A Bauhaus, que reuniu artistas como Itten, Kandinsky, Klee, Albers e outros do início do modernismo, adotou seu estudo de forma sistemática, dando à cor um patamar de maior liberdade ainda. Mas nisso tudo está o mais importante aspecto da cor: sua dependência cerebral! Vamos tratar, agora, de um pouco da percepção da cor e como o fenômeno se processa em nosso cérebro. Atualmente, devido aos mais recentes avanços dos sistemas de escaneamento cerebral, se conhece um pouco mais como funciona nossa massa encefálica.

Na publicação “O livro do cérebro” de Rita Carter, edição em português da Editora Duetto, p. 94, encontramos a seguinte informação: Um modo de pensar a percepção visual é vê-la como o produto final de uma longa e complexa linha de montagem. O processo de construção começa quando a informação que chega dos olhos – o material bruto – atinge o córtex visual primário na parte posterior do cérebro (…) passando por áreas corticais e subcorticais. Cada uma responde criando a atividade neural que gera aspectos da visão, como cor, forma, localização e movimento. Por fim, os diversos elementos são unidos e nos tornamos conscientes de uma visão com significado.

Cor é uma sensação sujeita a mudanças de percepção, dependendo do seu entorno e seu contexto. A leitura feita pelo olho pode ser correta, mas na sensação da visão podem ocorrer erros de interpretação. Variações regionais também podem influenciar os significados, principalmente quanto aos aspectos culturais entre os povos do Ocidente e do Oriente. Uma outra área que tem muito a ver com o cérebro é a dos sonhos, porém muito mais misteriosa. Nos sonhos, podemos ver cores, o que contraria o postulado dos físicos de que a cor depende da luz, sem a qual ela não existe. Acredito mesmo que sensações oriundas da cor nos afeta até mesmo até quando sonhamos. Por outro lado, é certo também que é, devido ao nosso aprendizado, que passamos a perceber e a “descrever a cor”, como fazemos com as demais sensações. O que sentimos depende sempre dos nossos recursos de linguagem. Como sempre afirmo, “a cor só existe porque somos os percebedores dela”.

Para mim, a percepção visual vai sendo montada ao logo de nossa vida em páginas prontas para consulta, como num website. Quando o estímulo da luz – ou o estímulo puramente mental – estabelece um certo “link” em função dos “imputes” recebidos, captamos a página apropriada, que se abre em nossa mente. Caso ela não exista, a mesma é criada instantaneamente. Nesse processo, ocorre também de “pescarmos” páginas erradas. Já me ocorreu ter visto um azul típico dos produtos da Nívea, que o cérebro corrigiu prontamente para o certo, que era o azul dos produtos da HP.

Os artistas e os comunicadores sabem que o poder das cores mexe com nossa imaginação e sentimentos, como tanto buscaram os construtores do modernismo. Hoje se usa a cor pelo seu valor e significado intrínseco e pela sensação de belo que ela pode nos dar. Mas é sempre um processo virtual, que só ocorre em nossa mente!

* Nelson Bavaresco – designer gráfico e pesquisador. Ministra cursos e treinamentos sobre Teoria e História das Cores – Linguagem e Significado da Cores – Harmonia e Mistura de Cores. É autor do Sistema de Cores Cecor. Mais detalhes no site: www.sistemacecor.com.br.

Matéria retirada do site: www.mundocor.com.br