Neste blog, muito fala-se sobre pigmentos e corantes, contudo ainda restam dúvidas sobre as suas diferenças. Diante disso, resolvemos que, hoje o nosso dia será destinado às substâncias solúveis: Os corantes!
Corantes são materiais normalmente aplicados em solução e se fixam de alguma maneira a um substrato. Os corantes são retidos no material por adsorção (interação química entre um sólido e um fluido), solução, retenção mecânica ou por ligações químicas iônicas ou covalentes.
Além de conferirem cor ao substrato são solúveis no meio em que serão aplicados, normalmente possuem baixa propriedade de solidez à luz (salvo algumas exceções, como a nossa linha ResthPlex) e são transparentes/translúcidos. Ou seja, permitem a passagem da luz, fazendo com que possamos enxergar através deles quando diluídos em solução.
Os corantes são mais utilizados no mercado de cosméticos, domissanitários, alimentício, farmacêutico e têxtil. Contudo, a Tríplice Cor disponibiliza linhas de corantes que podem ser utilizados na indústria de madeira (mobiliária), plásticos e tintas de impressão.
Corantes Naturais x Corantes Sintéticos
De acordo com a sua origem, os corantes podem ser naturais ou sintéticos.
Os corantes naturais provêm de animais, plantas ou minerais e podem dividir-se em corantes vegetais (como a alizarina, o índigo e a clorofila), corantes minerais inorgânicos e corantes animais (como a conchinha, a púrpura, a hemoglobina e os pigmentos de pele e do cabelo).
Os corantes sintéticos apresentam uma composição química semelhante à dos corantes naturais, mas são obtidos em instalações industriais. Entre eles salienta-se os corantes azóicos, corantes do indantreno, da tiazina, as cianinas e os corantes do trifenilmetano.
História dos Corantes Sintéticos
A utilização dos corantes remonta à Antiguidade, altura em que foi descoberto o primeiro corante: o índigo, de cor azul.
Importância semelhante ao índigo tinha a rubiácea, planta cultivada sobretudo no Sul de França, Bélgica e Turquia, a partir da qual se fabricava a alizarina, um corante muito procurado. A alizarina tinha como função o tingimento das calças vermelhas do exército francês.
Com o tempo, muitos corantes naturais foram sendo descobertos. O vermelho das capas dos centuriões romanos era obtido de um molusco chamado Murex, um caramujo marinho.
Como se observa, inicialmente, os corantes eram obtidos de fontes naturais. O uso de corantes artificiais só teve início em 1856. Entretanto, muitos corantes naturais utilizados na antiguidade ainda são empregados, e em larga escala.

William Henry Perkin - criador do primeiro corante sintético - O Mauve
Em 1856, William Henry Perkin, um químico inglês, por um feliz acaso, sintetizou a mauveina – o primeiro corante sintético já produzido. William Henry Perkin tentava preparar o alcalóide quinina em seu laboratório caseiro, estudando a oxidação da fenilamina, também conhecida como anilina, com dicromato de potássio (K2Cr2O7). Mas seu trabalho experimental resultou na obtenção de um corante sintético hidrossolúvel, adequado ao tingimento de seda. Ao fazer a reação entre estes compostos, obteve um resultado surpreendente. Após jogar fora o precipitado, resultante da reação, e lavar os resíduos do frasco com álcool, Perkin admirou-se com o aparecimento de uma bonita coloração avermelhada. Ele repetiu a reação, sob as mesmas circunstâncias, e obteve de novo o corante, ao qual chamou de Púrpura de Tiro e que, posteriormente, passou a ser denominado pelos franceses de Mauve.
Após essa descoberta, houve uma corrida dos químicos para conseguir sintetizar outros corantes. Para dar apoio à sua indústria, Perkin, com a ajuda financeira do pai e do irmão, montou um amplo laboratório de pesquisa onde conseguiu sintetizar outros corantes.
Pode-se ter uma idéia do impacto que foi a descoberta do corante sintético Mauve, pelo fato de ainda hoje se utilizar o termo “anilina” para designar qualquer substância corante, apesar da anilina em si não ser um corante, mas sim o ponto de partida para a elaboração de corantes.
Até o período anterior à metade do século XIX, os corantes eram quase sempre isolados de fontes naturais, principalmente de fontes vegetais ou animais. As propriedades de muitas destas substâncias estavam longe do ideal para as aplicações pretendidas, problema que se somava ao fato da indisponibilidade, tanto comercial quanto por questões de reprodução, das suas fontes. Tal conjunto de problemas conduziram ao desenvolvimento de corantes sintéticos com propriedades superiores tecnicamente, de baixo custo e rápida obtenção, independente de clima, ecologia ou mesmo rotas comerciais.
Essas posteriores descobertas se sucederam, e até então utilizados em abundância e por séculos, corantes naturais foram quase que completamente substituídos pelas substâncias sintéticas. No fim do século XIX, fabricantes de corantes sintéticos estabeleceram-se na Alemanha, Inglaterra, França e Suíça, suprindo as necessidades das indústrias que, na época, fabricavam tecidos, couro e papel.
Nos anos de 1994 e 1995, as grandes corporações implantaram unidades fabris próprias ou em parcerias com fabricantes locais em diversos países asiáticos, como China, Índia e Indonésia.
Atualmente, em especial para usos massivos, praticamente todos os corantes encontráveis na indústria e comércio são substâncias sintéticas orgânicas (mais de 90%).

Da esquerda para direita: (1) Escritos de Perkin à respeito da descoberta do primeiro corante sintético - Mauve / (2) Frasco com o corante Mauve original / (3) Carta Patente concedida à Perkin pelo Rei David Fort referente à invenção da matéria corante. / (4) Placa azul que marca o local da casa de Perkin, em Cabo Street.
Classificação
Os corantes podem ser classificados quanto:
À sua estrutura química, relativamente à parte da molécula responsável pela cor (grupo cromóforo). Assim, pode-se fazer a seguinte classificação:
- corantes azoícos (grupo cromógrafo azo: -N=N-)
- corantes nitrados e nitrosados (grupo cromógrafo -NO2 ou -NO)
- corantes do difenilmetano e do trifenilmetano (derivados aminados ou hidroxilados destes compostos)
- corantes antraquinónicos (derivam da antraquinona)
- corantes acridínicos, azídicos, oxazínicos e tiazínicos (derivam da acrinina, azinas, oxazinas e tiazinas), – corantes xanténicos (derivam do xanteno)
- corantes indigóides e tio-indigóides (derivam do índigo e da púrpura-de-tiro)
- corantes quinoleínicos (derivam da quinoleína).
Com base nas condições de aplicação, é possível distinguir:
- corantes ácidos (formados por sais de ácidos orgânicos solúveis em água)
- corantes básicos (corantes com grupos básicos)
- corantes de mordente (exigem um tratamento prévio da fibra com mordentes)
- corantes sulfurosos (insolúveis na água, que se solubilizam por reação com sulfureto de sódio)
- corantes de cuba (antes de se aplicarem sobre a fibra, transformam-se em compostos incolores)
- corantes azoicos (formam-se diretamente no interior da fibra por reação dos produtos de partida)
- corantes dispersos (derivados do alcatrão da hulha que se empregam em estado pulverizado, juntamente com agentes de dispersão)
- corantes diretos ou substantivos (solúveis e de composição química diversa).

Corantes nos Dias Atuais
A exploração da cor nunca esteve tão evidente como nos dias de hoje, e muitas indústrias são agora direta ou indiretamente dependentes da disponibilidade de corantes artificiais. As indústrias fabricantes e as usuárias de corantes contribuem grandemente para a economia de qualquer país industrializado.
Os mais utilizados atualmente, são os chamados “Corantes Solventes”, comumente aplicados em: ceras, cosméticos, gasolina, madeira, plásticos, solventes orgânicos, tintas de escrever e vernizes.
Linhas de Corantes Tríplice Cor
A Tríplice Cor disponibiliza para o mercado, linhas de corantes específicas para diferentes tipos de aplicações e necessidades. Veja abaixo:
ResthDyes: É uma linha de corantes solúveis em água destinados ao tingimento de produtos especiais, como papel, madeira, domissanitários, etc
ResthDyes K: Corantes solúveis de boa resistência a luz adequados para o tingimento de plásticos rígidos e cristalinos.
ResthDyes V: Corantes solúveis fluorescentes para o mercado de plásticos, destacando-se por seu alto poder de rendimento.
Resth Solv: Linha de corantes solúveis em óleos, ceras e solventes orgânicos, que proporcionam alto rendimento, porém, apresentam, em alguns casos problemas de migração e sublimação.
ResthPlex: Linha de corantes complexos metálicos de alta solidez a luz. Apresentam boa solubilidade na maior parte dos solventes orgânicos. Os corantes da linha Resth Plex são indicados para tintas de impressão e tingimento de madeira.
Para conhecer os nossos produtos, entre em contato e solicite a sua amostra.
Site: www.triplicecor.com.br / E-mail: vendas@triplicecor.com.br / Tel: (11) 5641-0033
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