Vendas internas subiram 7,03% e produção aumentou 6,99% em 2010. Mas as importações continuam crescendo em ritmo acelerado.
Os principais índices do segmento de produtos químicos de uso industrial mostram resultados positivos em 2010, na comparação com o ano anterior. No que se refere à produção, houve elevação de 6,99% no acumulado do ano, com uma melhora consistente nos resultados mensais. O índice de vendas internas teve crescimento de 7,03%. A elevação dos volumes pode ser atribuída à recuperação da economia brasileira e à demanda mais forte em diversos segmentos consumidores de produtos químicos.
Ademais, algumas decisões de governo no sentido de impulsionar o setor industrial e a demanda na ponta, como a redução de impostos em cadeias que são grandes consumidoras de produtos químicos (automobilística, materiais de construção, eletrodomésticos e linha branca), no início de 2010, também contribuíram para esses resultados.
Com relação aos preços, houve elevação de 11,39% em 2010, sobre o ano anterior, sobretudo em razão da recuperação ocorrida no mercado internacional, após o forte recuo do ano anterior.
A melhora geral da economia brasileira também pode ser constatada pelo desempenho do consumo aparente nacional dos produtos da amostra do RAC, que voltou a crescer no ritmo anterior à crise internacional (dois dígitos ao ano), exibindo elevação expressiva de 13,1% em 2010, sobre o ano anterior. Em volume, as importações da amostra cresceram 28,0% no ano passado. As exportações declinaram 10,3%, notadamente pela elevação da procura por produtos químicos no mercado interno.
Com esses resultados, a participação da parcela importada sobre o CAN, que havia sido de 26,3% em 2009, subiu para 29,8% em 2010. A velocidade de crescimento das importações (quatro vezes maior do que a da produção) tem trazido enorme preocupação ao segmento de produtos químicos de uso industrial, uma vez que evidencia a facilidade com que o produto importado tem conseguido chegar ao País, muitas vezes até com incentivos estaduais, ocupando uma fatia cada vez maior do consumo dos produtos do RAC (todos com produção local e, em alguns casos, com capacidade ociosa).
No acumulado de 2010, a variável pessoal ocupado cresceu 2,59%, recuperando boa parte das perdas do ano anterior. Em igual período, a massa salarial por empregado recuou 2,69%, enquanto a massa salarial ampliada caiu 9,86%, basicamente em razão da redução da parcela de participação nos lucros e resultados. A utilização da capacidade instalada alcançou 83% na média de janeiro a dezembro de 2010, três pontos acima da média de igual período de 2009.
Maiores informações e fonte: Relatório de acompanhamento conjuntural

